terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Trote Solidário leva mutirão ao jardim Parque Universidade

Por Isabela Cunha
 
Os ingressantes dos cursos de graduação de Agronomia e Geografia farão nesta quinta-feira (1º/03) um mutirão de limpeza no bairro Parque Universidade, na zona oeste de Londrina. O grupo vai se reunir às 7h30 no estacionamento do Restaurante Universitário (RU), com retorno previsto no mesmo local, às 12 horas.
 
O objetivo é promover a integração dos novos alunos com a comunidade externa, com foco na realidade do bairro. Portanto, além do mutirão de limpeza, os alunos farão a distribuição de material informativo e preventivo sobre a dengue, a manutenção da horta comunitária do bairro e ainda a revitalização da Casa Acolhedora (rua Opympio Theodoro, nº 305 – Parque Universidade), com pintura das paredes externas da instituição assistencial que atende crianças do bairro.
 
Agentes de Saúde do município e servidores da Prefeitura do Campus Universitário (PCU) também vão engrossar a iniciativa. Com coordenação dos professores da UEL, Paulo Vicente Contador e Solange de Paula Ramos, o mutirão é uma promoção dos centros acadêmicos dos cursos de Agronomia e Geografia, além da Pró-reitoria de Extensão (PROEX).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Colaborador de Projeto de Extensão da UEL recebe Prêmio Betinho 2012

por Isabela Cunha


Foi realizada nesta sexta-feira, 17, a cerimônia de entrega do "Prêmio 2012 Betinho Atitude Cidadã", que homenageou Marcelo Casanova, colaborador do Projeto de Extensão "Ações multidisciplinares para estruturação familiar e inclusão social em bairros pobres do município de Londrina", coordenado pela professora Maria Luiza Marinho Casanova, do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento.

O COEP começou, há 19 anos, como uma instituição de combate à fome. “Hoje o projeto é uma rede de mobilização de instituições e pessoas, que visa, em âmbito nacional, a inclusão social de todas as formas, seja de capacitação profissional, inclusão digital, sem ignorar, é claro, o combate a fome”, quem explica é Alexandre Cattelan, representante do COEP e presidente da Embrapa. Alexandre ainda chama atenção para o fato de o COEP não movimentar dinheiro, mas ser, na verdade, um articulador. “Na verdade nós fazemos o intermédio entre as instituições parceiras e as instituições apoiadas. A necessidade de uma e a oferta da outra, arrecadando produtos ou serviços voluntários e não dinheiro de fato”.

O Prêmio Betinho Atitude Cidadã está em sua segunda edição, é uma iniciativa que se repete nas 29 regiões do país em que o COEP atua e é uma idealização da própria Rede. Ainda segundo Cattelan, o objetivo do prêmio não é apenas o prestígio, mas principalmente garantir visibilidade ao projeto premiado e aos projetos indicados. “O que a gente espera é que o projeto seja conhecido, passe a receber maior apoio depois da premiação”, conclui.

Por essas e outras razões, o projeto “Ações Multidisciplinares para Estruturação Familiar e inclusão social em bairros pobres de Londrina” recebeu o prêmio Betinho 2012. O projeto atua em bairros pobres, principalmente na região do Morro do Carrapato, na zona leste de Londrina. Segundo Marcelo Casanova, idealizador e realizador do projeto, o “Ações Multidisciplinares” atende crianças de 6 a 12 anos e as principais atividades se relacionam à alimentação e à educação: “A gente tem crianças que começaram conosco há dois anos, quando tinham 12, mas não pararam de ir, então você pode olhar aqui e ver alguns mais velhos, que já tem 14, mas continuam sendo atendidos porque a gente acha importante ter eles junto da gente”, explica Marcelo.

Sobre o início do projeto, Casanova conta que tudo acabou se misturando com a vida pessoal dele e da esposa. “O projeto começou antes de eu me casar com a Maria Luiza. Eu a conheci pela minha irmã, ela passou um email pra mim e aí, como a gente não tinha muito assunto, porque a gente não se conhecia, a gente contava muita coisa pessoal, da vida, da história, as vontades, os desejos, e aí a gente foi percebendo que muitas coisas que existiam no meu coração, existiam no coração dela também.” Na prática o projeto começou quando Marcelo entregava frutas e verduras nos bairros. Depois de um tempo comprando e entregando os alimentos, os donos do mercado passaram a doar as verduras que, segundo Marcelo, chegavam a uma média de 300 quilos. “Quando a oferta aumentou, a gente teve que aumentar a demanda, e assim fomos entrando no morro, conhecendo as famílias, as dificuldades de cada uma, quem era mãe, pai, etc”

As maiores dificuldades encontradas, segundo o casal, estão relacionadas à desestruturação familiar e ao tráfico. “São muitas crianças sendo aliciadas pelo tráfico, muitas mães viciadas em crack, chegando até a vender a comida que a gente doava. Por isso, hoje, as crianças almoçam no projeto e levam pra casa uma marmitinha pronta, que eles só precisam esquentar”, explica Marcelo.

Além disso, o Projeto ainda se foca intensamente na educação das crianças, que, segundo Casanova, chegam à terceira ou à quarta série sem saber ler ou escrever. “A gente foi dar um reforço e ficou assustado, porque não tinha o que reforçar, as crianças não tinham a base, não escreviam, não liam, e aí a gente teve que fazer um trabalho bem mais intenso nesse sentido”.

Ainda assim, para Marcelo e Luisa, o principal apoio que se pode oferecer a essas crianças não está na capacitação ou na alimentação, “Num determinado momento a gente começou a perceber que o que elas mais precisavam era de atenção, só das pessoas estarem lá, abraçarem as crianças, pegarem na mão, conversarem... isso é a necessidade básica. E isso está muito relacionado com o bem que essa criança ta sentindo. Você dá o bem e essa criança conhece o bem. Esse é o elo mais forte do projeto”.

O projeto “Ações Multidisciplinares para Estruturação Familiar e inclusão social em bairros pobres de Londrina” foi premiado tendo apenas dois anos de atividade, para Marcelo isso representa, mais que a parabenização pelo que já foi feito, as realizações que o projeto ainda tem pela frente. “Eu vejo isso como um apontamento pra onde eu posso chegar. Se com esse tempo a gente já nota as mudanças na realidade dessas crianças, o principal é continuar trabalhando, eu tenho mais idéias na cabeça, coisas bem bonitas que eu espero realizar, quero envolver mais gente, e conseguir mudanças maiores e melhores para as crianças, é por isso que eu estou aqui!”.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Como foi o Projeto Rondon para os alunos da equipe da UEL

por Lais Taine


No dia 19 de janeiro, oito alunos e duas Professoras da UEL embarcaram para o Projeto Rondon, Operação Babaçu, com destino à Buriticupu, no Maranhão. A intenção era buscar soluções para o desenvolvimento sustentável da comunidade e ampliar o bem estar da população por meio da participação voluntária dos estudantes.


Foram 17 dias de trabalho somados com 4 de viagem. A equipe saiu de Londrina em direção à Curitiba, passando por São Paulo e Rio de Janeiro, onde encontraram a equipe da Universidade Federal de Viçosa (UFV), parceiros de Operação.

Em São Luís, foram recebidos pelos militares e puderam assistir palestras sobre os trabalhos a serem realizados na Operação e participaram de atividades culturais da região. Os rondonistas também assistiram a demonstração dos soldados aos seus supervisores, com a presença do vice-almirante e coordenador geral do Projeto Rondon, no 24°Batalhão Barão de Caxias, onde ficaram instalados durante dois dias.

Após a recepção, o trabalho. De São Luís para Imperatriz, pausa para um breve café da manhã. Quatro equipes seguiram viagem no mesmo ônibus, duas delas, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal de Alfenas(Unifal), ficaram em Açailândia. UEL e UFV continuaram o caminho até Buriticupu.

Ao chegar na cidade, os alunos já puderam notar as precariedades da região: “A cidade praticamente não tinha asfalto de tanto buraco, o esgoto a céu aberto e as carnes penduradas pra vender, sem refrigeração, foram as coisas que mais me chamaram atenção”, conta o estudante de Medicina Veterinária, José Carlos Ribeiro Junior, já observando otrabalho que teriam por lá.

Chegando na escola em que ficaram hospedados, a equipe se dividiu. Uma metade ficou organizando o alojamento e a outra divulgando o trabalho que seria feito durante os dias de Projeto Rondon. “Neste dia o pessoal foi distribuir panfleto e conversar com a comunidade, eu fui até a rádio local como outra alternativa de divulgação, e depois a gente descobriu que a maioria não tinha rádio em casa”, explica o estudante de Comunicação Social – Jornalismo, Guilherme Santana.

No dia seguinte, a equipe foi conversar com os Secretários do Município. Nessa visita puderam perceber as reais necessidades do local e o que poderia ser feito pela comunidade. Como o destino inicial da equipe seria Cidelândia, a viagem precursora foi perdida, por isso a conversa com os Secretários foi de grande ajuda para os rondonistas, algumas oficinas só foram organizadas a partir dessa reunião. “Eu mesma fui preparada para trabalhar com coleta seletiva, mas chegando lá eu descobri que eles não tinham nem a coleta normal, como eu ia pedir pra fazer a separação do lixo?”, Rosalba Adriane da Rosa, estudante de Geografia, sobre as mudanças de planos.

Nos próximos dias, formaram-se grupos que se deslocaram em cada região para as oficinas. Alguns estudantes ficaram na maior parte do tempo em áreas rurais e outros na área urbana. Algumas palestras tiveram grande interesse da população, passando do número de público esperado.

Além do trabalho com o lixo, Rosalba deu oficinas de padaria artesanal que aprendeu em um curso chamado “Escola da Família”, em junção do Governo do Estado de São Paulo com o Instituto Ayrton Senna e UNESCO, nessa oficina a estudante ensinava tipos de receitas com melhoria na alimentação com agregação de nutrientes, a intenção era a geração de renda para as famílias. A estudante precisou adaptar as receitas com os tipos de tempero da região para que pudessem ser feitos pela comunidade de forma fácil e barata.

Patrícia Andrade Garcia, do curso de Serviço Social, trabalhou em conjunto com uma alunade Direito da UFV para as palestras sobre Direitos Humanos. “Eu tinha preparado outras oficinas ligadas à gestão pública e projetos para captação de recursos para o Município, mas a demanda estava voltada para Direitos Humanos, principalmente sobre aviolência doméstica contra a mulher”, conta.

Nos assentamentos da área rural, as palestras foram desde os temas sobre doenças de origem animal e prevenção, boas práticas de ordenha e cuidados com o leite, feitas pelo aluno José Carlos, até as oficinas de educação ambiental com as crianças, com a produção de brinquedos feitos com materiais reciclados, organizadas pela aluna Maria Natalina Almeida, do curso de Geografia da UEL.

Lívia Maria Tavares Fontana, de Engenharia Civil e Bruna Mara Silva Secco, de Ciências Biológicas, também passaram pela área urbana e rural. Lívia falou sobre fossas sépticas em um formato alternativo e barato feita com tambor de 280 litros, falou sobre desidratador solar, aquecedor solar construído com material reciclável e iluminação com garrafas PET.

Bruna surpreendeu a comunidade ao mostrar a água contaminada encontrada praticamente em todas as regiões de coleta para análise. “A gente sentiu a necessidade de ensinar como tratar essa água em casa, mesmo que seja com água sanitária que é uma medida fácil, simples e barata. Eles precisavam de informação e ter a consciência dos riscos que corriam”.

O aluno de Agronomia, Vinádio Lucas Bega, passou pelos assentamentos falando sobre o meio ambiente, conservação de solo e compostagem, hortas, pragas de pastagem e formas alternativas de controlá-las.

A equipe pôde visitar o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), onde apresentou oficinas aos estudantes de vários cursos do Instituto. “A gente imaginou que eles, estudantes, poderiam dar continuidade ao trabalho em Buriticupu. Alguns deles mantêm contato comigo, por e-mail, pedindo material, apresentação, conversando sobre os assuntos das oficinas... E isso é legal!”, conta Vinádio, animado com o resultado.

Fora o contato profissional, o Projeto Rondon permitiu a vivência em uma região de cultura diferente e com um baixo índice de desenvolvimento. “Realmente existe falta de água, esgoto a céu aberto numa cidade que não é pequena, são 60 mil habitantes. A impressão que dá é que eu conheci o Brasil, a realidade do Brasil, e aprendi a diferença que uma pessoa pode fazer, que eu posso fazer, em uma comunidade que necessitade ajuda”, fala, orgulhoso do trabalho, o estudante José Carlos.

Bruna acrescenta: “Acho que a minha visão sobre a população, a cultura e o lugar mudou muito. Ver isso na TV, na internet, é uma coisa, mas vivenciar a realidade, poder estar lá, compreender as necessidades, a cultura, é bem diferente. Agora eu posso falar disso, emitir opinião.”

Todos voltaram com a sensação de trabalho cumprido e acreditam que os poucos dias de trabalho podem se multiplicar em muitos de desenvolvimento. O trabalho e conhecimento entregues retornaram como aprendizado para a vida, como a aluna Patrícia Andrade explica: “Eu fui e eu tenho certeza que mais absorvi, mais aprendi, do que levei. Acredito que o nosso trabalho tenha servido como uma injeção de ânimo para que a comunidade continue com aquilo que aprendeu”.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Reitora recebe troféu da equipe de rondonistas da UEL

Por Isabela Cunha

AReitora Nádina Moreno recebeu em seu gabinete, na manhã dessa sexta-feira (10),a equipe de rondonistas da UEL. A reunião foi realizada para a entrega dotroféu do Projeto Rondon - Operação Babaçu à Reitora e dos certificados daequipe.

Duranteo encontro, os rondonistas falaram sobre as atividades em Buriticupu e arealidade do município. A Reitora falou da sua própria experiência como rondonista,e garantiu aos estudantes que “nenhumasala de aula vai acrescentar o que o Rondon certamente acrescentou a vocês”.Na mesa também estavam presentes as professoras Cristiane Medina e CarmemHilst, do CCA, que acompanharam a operação e apresentaram à Nádina um pouco darealidade de Buriticupu. “As pessoasforam muito receptivas”, contou Hilst, que também explicou que a equipe daUEL e da UFV (Universidade Federal de Viçosa) tiveram um excelente entrosamentoe acabaram se tornando “uma única equipe” na realização das atividadesplanejadas para o município.

Medinaexplicou à Reitora que todos os estudantes, mesmo tendo suas funções definidas,acabaram se envolvendo em outras atividades e que isso se deu, principalmente,pela necessidade de saneamento e consciência ambiental que reconheceram nacidade. “A questão ambiental pegou muito,e todo mundo acabou se envolvendo devido à situação da comunidade”, contou.

Areitora e os rondonistas ainda falaram sobre o menino Guilherme, de Buriticupu,que precisa de cirurgia plástica em função de grave queimadura e que, agora, coma mobilização da Universidade Estadual de Londrina, pode vir a ser realizada emLondrina.

Oencontro terminou com a entrega dos certificados da operação, “Vocês já são melhores pessoas do que quandoforam para Buriticupu e a comunidade, com certeza, também não é mais a mesma”,elogiou Nádina.






terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Projeto de extensão realiza festa e doação de material escolar em escola da zona leste de Londrina

Por Isabela Cunha


O projeto de extensão “Ações Multidisciplinares para Estruturação Familiar e Inclusão Social em Bairros Pobres do Município de Londrina” realiza, nesta quinta-feira (9), a atividade “Volta às Aulas Pede Festa”, na Escola Carlos Zewe Coimbra (zona leste de Londrina). O objetivo é que as crianças relacionem a escola com atividades agradáveis, melhorando o seu envolvimento com os estudos e despertando nelas o prazer e o entusiasmo que o aprendizado pode proporcionar.

A atividade será realizada em formato de festa, e além de doces e atividades recreativas, as crianças receberão, durante o evento, o material escolar arrecadado na campanha Meus Estudos, Meu Futuro, que trocou apostilas e cadernos usados por material novo. A festa ainda contará com um bazar gratuito, onde as crianças poderão exercitar conceitos matemáticos, comprando brinquedos com moeda simbólica.

O evento dá início a uma sequência de ações que visam gerar e fortalecer o vínculo das crianças e familiares com a escola e os professores.

A atividade é coordenada pela professora Maria Luiza Marinho Casanova e a escola fica na rua Butiá , 54, no jardim Marabá. Para as crianças do período matutino, a festa tem início às 09:30h e termina às 12h. À tarde a atividade tem início às 15h e termina às 17h30.


Mais informações pelos telefones 8824-7689 ou 8448-8484, com a professora Maria Luiza ou o professor Marcelo Casanova.




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

UEL (PR) e UFV (MG) ampliam ações da saúde em Buriticupu



Do Maranhão / Guilherme Santana



A escolha das cidades que são atendidas pelo Projeto Rondon é realizada por regiões que possuem baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que leva em consideração a expectativa de vida ao nascer, fator ligado diretamente com a questão da saúde. A Operação Babaçu em Buriticupu, realizada pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV), está ampliando o número de ações para atender ao máximo às necessidades do município.

O foco inicial do trabalho era com os agentes comunitários de saúde e agentes de controle de endemias, desenvolvendo os temas de cuidados e lazer para portadores de necessidades especiais, cuidados com a água, planejamento familiar, DSTs, métodos contraceptivos, aleitamento materno e alimentação saudável. O atendimento se estendeu à comunidade levando esses e outras palestras para a população.

Após o início das atividades em Buriticupu, foi-se estabelecendo vínculos com outras instituições, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), agentes comunitários, postos de saúde e o Instituto Federal do Maranhão (IFMA). Foram feitas palestras motivacionais para agentes comunitários, dinâmicas sobre deficiência visual e, higiene corporal e bucal, recreação infantil.

O mutirão da saúde realizado no povoado de Segundo Núcleo no último final de semana, revelou um perfil nutricional da população com uma grande quantidade de pessoas com sobrepeso ou obesidade (cerca de 40% dos auditiva testados). Em menor valor, porém significativo, também foi verificada uma porcentagem dos testados com baixo peso (13%). Foram feitos testes com cerca de 60 pessoas, avaliando glicemia, pressão arterial, índice de massa corpórea (peso/altura), perímetro da cintura e do quadril.


O foco da próxima ação é a Vila Pindaré, em Buriticupu, onde serão realizadas palestras sobre a humanização da saúde e orientações nutricionais, hipertensão, diabetes, e, em razão dos resultados obtidos no Segundo Núcleo, também serão trabalhados os temas da obesidade e da magreza. O atendimento à região será realizado neste sábado, dia 4 de fevereiro, durante todo o dia.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mais fotos de Buriticupu (MA)

A equipe da UEL continua a todo vapor.
Veja as fotos da cidade na segunda semana de trabalho dos rondonistas:


Oficinas de culinária são destaque da ação em Buriticupu


Do Maranhão / Guilherme Santana


A viagem precursora da Operação Babaçu no Maranhão revelou que muitas das cidades que seriam atendidas pelo Projeto Rondon não possuíam produção artesanal. Pensando nessa questão, os rondonistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) trazem para Buriticupu as oficinas de padaria artesanal e incentivo à culinária local.

O apoio à produção de alimentos pela comunidade incentiva uma nova maneira de empreendedorismo na cidade e trabalha também com a capacitação de merendeiras sobre as boas práticas de manipulação de alimentos. As receitas apresentadas nas oficinas aproveitam os vegetais característicos da região e não utilizam equipamentos especiais ou conservantes, possibilitando assim, um consumo alimentício mais natural e nutritivo.

A procura pelas oficinas excedeu o limite de vagas, demandando uma ampliação do atendimento à comunidade para outros bairros e povoados. Entre as receitas apresentadas estão as de brigadeiro de mandioca, bolos de limão com couve e beterraba com goiaba; os pães de ervas e macaxeira, e ainda o pão doce com recheio de doce de buriti.

Além dos produtos artesanais, os rondonistas trabalham também com noções de higiene, as maneiras de se promover e de promover o produto, os valores nutricionais, armazenamento, formas de venda e a precificação. As oficinas são teórico-práticas e todos participam desde a separação dos ingredientes até a degustação.

A oficina de beneficiamento de alimentos locais utilizou receitas adaptadas na disciplina Técnica Dietética do curso de Nutrição da UFV e do Serviço Social da Indústria (SESI) de São Paulo. A oficina de padaria artesanal trabalhou receitas desenvolvidas pelo Instituto Ayrton Senna de São Paulo e pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (Unesco) para a geração de renda e melhora na qualidade de vida. O Instituto e a Unesco incentivam a produção alimentícia de fácil acesso, com produtos que possam ser encontrados em qualquer lugar e incrementadas com produtos regionais.