quinta-feira, 27 de abril de 2017

Formação e atuação do professor de Educação Física será tema de curso

Inscrições abertas para o curso sobre Formação e atuação do professor de educação física: momentos e dimensões na construção da identidade docente, promovido pelo Departamento de Estudos do Movimento Humano e coordenado pelo professor José Augusto Victoria Palma.

Este curso tem como objetivo gerar um processo de discussão, análise e abstração coletiva sobre o pensar e agir a docência em Educação Física no processo de construção da identidade profissional, valorizando experiências de relações pedagógicas, individuais e coletivas acontecidas na formação de professores desta área e sua atuação.

Será realizado no Centro de Educação Física e Esporte no período de 29 de maio a 11 de dezembro e é voltado apenas aos Professores de Educação Física e estudantes de graduação em Educação Física que integram o grupo GEPEF-LaPEF-EMH-CEFE-UEL. As inscrições deverão ser realizadas até dia 04 de maio no endereço www.uel.br/eventos/insc/?id=3365 e possuem taxa de R$7,00.

Para mais informações entre em contato através do fone 3371 4044 ou pelo e-mail javpalma@uel.br.



Inscrições abertas para nova turma do Curso de Excel



O Departamento de Computação da UEL oferece curso de Excel para interessados em adquirir e aprofundar conhecimentos sobre a ferramenta.  A coordenadora responsável pelo curso é Rosana Teixeira Pinto Reis. As inscrições estarão disponíveis até dia 03 de maio pelo link www.uel.br/eventos/insc/?id=3305  e possuem taxa de R$130,00 para a comunidade externa e R$ 110,00 para a comunidade interna.


O curso será realizado no Departamento de Computação da Universidade no período de 09 de maio a 01 de junho – das 19h às 22h – todas as ​​terças e quintas-feiras.
Para mais informações ligue para o fone 3371 4678 ou acesse http://www.uel.br/cce/dc/?p=1366.



terça-feira, 18 de abril de 2017

Universidade de Coimbra transmitirá aulas com Boaventura de Sousa Santos


Links: 

Projeto Estação Londrina, da UEL, homenageia cineasta Hikoma Udihara

Na última quarta-feira, dia 12, o projeto de pesquisa e extensão Estação Londrina, da UEL, homenageou Hikoma Udihara, pioneiro do cinema londrinense, no Museu Histórico da cidade. Filmes restaurados do cineasta foram exibidos no evento.

Saiba mais sobre o evento na matéria veiculada hoje (18/04), na rádio UEL.FM:



Veja trechos do material de Udihara:







quinta-feira, 13 de abril de 2017

Depois da ExpoLondrina, Economia Solidária faz campanha de Páscoa

Grupos do Programa de Economia Solidária de Londrina participaram pela primeira vez da ExpoLondrina e agora fazem campanha de Páscoa

Você não leva só um produto, mas um conceito”, diz Nelma Liberato sobre os produtos feitos pelo Programa de Economia Solidária. “Aqui mostramos o trabalho humano em sua essência, na busca da não-exploração. É a valorização desse trabalho”, diz Liberato, ex-gerente do Programa Municipal de Economia Solidária em Londrina.

O Programa existe desde 2005 na cidade e é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Assistência Social. Seu objetivo é apoiar iniciativas coletivas de geração de trabalho e renda local. O público atendido pela assistência social é prioridade. O Programa é dividido em quatro áreas: artesanato, prestação de serviços, alimentação e confecção. Os participantes recebem auxílio técnico para o aprimoramento dos produtos.

Foi a primeira vez que o Economia Solidária teve um espaço na Exposição / Agência UEL
Neste ano, vinte e três grupos do Programa participaram pela primeira vez da Exposição Agropecuária de Londrina, a maior feira agropecuária do Paraná. A ExpoLondrina está em sua 57ª edição e é realizada anualmente no Parque Ney Braga. Os grupos ocuparam uma área com mais de 350 metros quadrados onde mostraram móveis, bordados, trabalhos em patchwork, crochês, tecidos, sabonetes, velas e artefatos com madeira.

“É uma forma de mostrarmos o potencial da Economia Solidária”, diz Paulo Aragão, gerente do Programa. Segundo ele, o espaço foi cedido devido a uma parceria com a Sociedade Rural do Paraná. Para ele, a presença do Economia Solidária no evento marca a importância do Programa como política pública na cidade.


Micarla Gonçalves participa do Economia Solidária há cinco anos. Ela e o marido comercializam móveis trançados e apostam no período pós-feira. “Na minha opinião, móveis não vendem em grandes eventos”, diz ela. “Mas o que importa são os contatos e a divulgação que conseguimos aqui”. Paulo Fernandes é outro dos participantes do Economia Solidária na Expo. Ele comercializa tapetes decorativos e conta que conseguiu ampliar a gama de contatos a partir do público da feira

"A importância dos empreendimentos estarem na Exposição é mostrar que existe uma outra economia. Pessoas que nunca ouviram falar de economia solidária tem contato com o Programa”, diz Liberato. “Você tem diversos outros empreendimentos que não respeitam o princípio da economia solidária e de repente nós temos um espaço lá”, diz Aragão.

Páscoa Solidária
O Economia Solidária lançou uma campanha de Páscoa no dia 22 de março. O tema é “Por uma Páscoa mais doce e uma Economia mais Solidária”.  A campanha vai até o dia 15 de abril nos dois centros de atendimento do Programa. Além de ovos de chocolate, também há bolachas, bolos, artesanatos. Participam da campanha 11 grupos do Economia Solidária.


 

Segundo Aragão, espera-se vender mais de uma tonelada de chocolate até o encerramento. “A campanha de Páscoa do Economia Solidária já é uma tradição do Programa”, diz ele. Ela é realizada desde 2007.

Este é o primeiro ano de Alex Teixeira no Programa. Para a páscoa, ele produz ovos de colher, trufas e pães de mel. “A Economia Solidária dá um apoio muito bom pra divulgarmos nossos produtos”, diz Teixeira.

Os produtos de Páscoa da Economia Solidária podem ser adquiridos no Centro Público de Economia Solidária, na Av. Rio de Janeiro, 1.278, esquina com a Av. Juscelino Kubitschek, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. No dia 15 de abril, o atendimento será das 9h às 14h.

Mais informações sobre o Programa de Economia Solidária pelos telefones (43) 3378-0434 e (43) 3378-0577.

Há um ano no Programa, Alex Teixeira comercializa ovos recheados
INTES
A INTES (Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Solidários) é um programa de extensão da UEL que atua na assessoria a EES (Empreendimentos Econômicos Solidários). “O objetivo é fomentar o desenvolvimento da economia solidária na área de abrangência da UEL”, diz Sinival Pitaguari, coordenador da INTES. É também um espaço de formação profissional para alunos e pesquisadores.

“A INTES faz parcerias com outras instituições que apoiam o desenvolvimento de empreendimentos solidários”, diz Pitaguari, como o Programa de Economia Solidária. “A principal contribuição da Incubadora é com o trabalho de capacitação dos trabalhadores dos empreendimentos em economia solidária”, diz ele.

Liberato diz que o Programa de Economia Solidária precisa da tecnologia produzida dentro da universidade. “Em parceria com a INTES, já fizemos várias coisas, desde sentar para discutir a nova lei do cooperativismo até fazer seminários sobre economia solidária”, diz ela. “Não sei se posso dizer que a INTES e o Economia Solidária são parceiros, porque nós trabalhamos em conjunto”, completa.
Apesar da parceria, a INTES não participou com o Economia Solidária da ExpoLondrina e nem da campanha de Páscoa. O motivo são as férias dos docentes e discentes da UEL.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Procura-se pesquisadores na área de desastres

Você desenvolve estudos sobre desastres, e pesquisa sobre acidentes socioambientais?

O Centro Universitário de Pesquisas sobre Desastres – CEPED/UEL convida estudantes e professores para participarem no dia 03 de maio de 2017 das 14h às 18h de uma reunião a ser realizada na sala de multimeios do centro de Ciências Exatas da UEL.  Nessa reunião o CEPED busca apresentar sua instituição e também estimular, agregar e formar uma rede de universidades públicas e privadas em prol de ações para a redução dos riscos de desastres, deixando de lado o modelo convencional de que essas ações sejam responsabilidade restrita a um só Departamento ou Universidade.

O intuito dessa primeira reunião é o de identificar aqueles que possuem interesse, disposição ou também aqueles que já realizam pesquisa em redução de risco de desastres para integrar o quadro de pesquisadores do CEPED/UEL.


Caso haja interesse em participar dessa reunião e para obter mais informações sobre o CEPED envie um e-mail para Profa. Deise Ely (Departamento de Geociências) deise.ely@gmail.com



UEL sediará evento sobre Lutas, Resistências, Crimes de Genocídio e Direito à vida



A Universidade Estadual de Londrina sediará no período de 15 a 17 de novembro eventos que abordarão o eixo temático “Lutas, Resistências, Crimes de Genocídio e Direito à Vida e à Existência em todas as Fronteiras”. Coordenados pelo professor Nilson Cesar Fraga, são eles: o IV Simpósio Nacional de Geografia Política, Território e Poder (GEOSIMPÓSIO), o II Simpósio Internacional de Geografia Política e Territórios Transfronteiriços (GEOTRANSFRONTEIRIÇO) e o I Congresso Brasileiro do Centenário da Guerra do Contestado (I CONGRESSO DO CONTESTADO).

Os eventos têm por objetivo analisar e propiciar discussões críticas contemporâneas da Geografia Política, da questão do Território, Territorialidade e questões Transfronteiriças que vem sendo desenvolvidas no Brasil e exterior. Os eventos permitirão a discussão de novos conceitos temáticos e aprofundamento e socialização de conceitos costumeiros da Geografia Política, bem como no que se refere ao exercício das práticas (lutas e resistências). 

O evento será realizado no Centro de Estudos Sociais Aplicados – CESA/UEL. As inscrições estão abertas e disponíveis no site https://geosimposio2017.vpeventos.com/pagina/17-inscri%C3%A7%C3%B5es. Poderão participar do evento estudantes de graduação e pós-graduação e todos os profissionais da área. As taxas para inscrição são: R$ 80,00 para estudantes de graduação; R$150,00 para profissionais e R$ 100,00 para estudantes de pós-graduação, esses valores estão disponíveis até dia 01 de agosto de 2017.


Para mais detalhes sobre o evento acesse https://geosimposio2017.vpeventos.com/ ou entre em contato com os organizadores pelo e-mail geosimposio2017@gmail.com

terça-feira, 11 de abril de 2017

Em parceria com a PROEX, Acesf discute projeto sustentável para a reutilização de resíduos

A Acesf (Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina) fez uma reunião, na última sexta-feira (07/04), na Prefeitura da cidade, para discutir e articular um projeto sustentável. A ideia é promover, por meio de trabalho integrado, o reaproveitamento de resíduos e outros materiais gerados em cemitérios, como vasos. Os diretores da PROEX, Nilson Fraga e Lisiane de Freitas, e o professor Ricardo Faria, da área de floricultura e paisagismo, foram à reunião representar a UEL e firmaram parceria com a Acesf para a realização do projeto.

Ricardo Faria (esq.), Nilson Fraga, Lisiane de Freitas e Tio Douglas na reunião da
última sexta-feira (07) / Vivian Honorato
A intenção é proporcionar uma alternativa às famílias de baixa renda, promovendo capacitações profissionais, por meio de artesanato e da utilização das borras de velas. Também podem ser feitas oficinas para produção de vasos, cultivo de mudas frutíferas, hortaliças e flores.

 “A ideia principal é unir várias frentes importantes da nossa cidade para desenvolver um projeto sustentável que irá beneficiar a população de baixa renda, estudantes, famílias da zona urbana e rural, entre outros envolvidos com o projeto”, disse o superintendente da Acesf, Douglas Pereira, o Tio Douglas. O foco é trabalhar com reaproveitamento de flores, folhas secas, madeiras, espuma floral proveniente de coroas, vasos plásticos e parafina de velas derretidas.

Além da PROEX, representantes do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Tiro de Guerra, Patronato Penitenciário, Vigilância Sanitária e Prefeitura de Rolândia estiveram na reunião.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Projeto Estação Londrina homenageia o cineasta Hikoma Udihara

O projeto Estação Londrina, coordenado pelo professor Frederico Fernandes (UEL), retoma as atividades na próxima quarta (12) com uma homenagem ao cineasta Hikoma Udihara (1882-1972), pioneiro do cinema londrinense. Serão exibidos alguns dos seus filmes em versões restauradas pelo pesquisador Caio Júlio Cesaro. Após a sessão, Cesaro falará da importância do acervo Udihara para a memória visual de Londrina. O cineasta Rodrigo Grota mediará o evento. O projeto Estação Londrina tem como objetivo promover e discutir a produção cultural da cidade.

A sessão será realizada na Sala Multimeios do Museu Histórico de Londrina, na Rua Benjamin Constant, 900, no centro da cidade. O evento começa a partir das 19h e é aberta a todos os interessados. A entrada é franca.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Projeto da UEL trabalha em conjunto com assentamentos rurais

Projeto atua nos assentamentos Eli Vive e Iraci Salete desde 2013

“Muitas vezes a lei dificulta muito o pequeno agronegócio. Há uma legislação federal de 2015 do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) que regulamenta a agroindústria familiar. Até hoje, a ADAPAR (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) não regularizou isso no Paraná. Provavelmente, porque não tem interesse que a agroindústria familiar se desenvolva no Paraná. O nosso Projeto está passando por muitas dificuldades pela falta dessa legislação”, diz a professora Ana Maria Bridi, coordenadora do projeto “Assistência Técnica em Produção e Sanidade Animal em Assentamentos Rurais”, da UEL (Universidade Estadual de Londrina). A Instrução Normativa MAPA N° 16 de 23/06/2015 institui medidas que normatizam a pequena agroindústria.

Crianças jogam bola no assentamento Eli Vive, localizado a 10 km
  de estrada de chão de Lerroville / Bruno Nomura
O projeto funciona no assentamento Iraci Salete, em Alvorada do Sul, e no Eli Vive, em Lerroville. Começou em 2013, no grupo PET (Programa de Educação Tutorial) de Zootecnia. O PET é um programa do Governo Federal que seleciona alunos de graduação para trabalhar com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Para Bridi, um projeto de extensão é “uma ação conjunta em que tanto a comunidade quanto a universidade se modificam”.

“Esse projeto só é possível por conta do apoio irrestrito da PROEX (Pró-reitoria de Extensão). Ela fornece, via prefeitura do campus, transporte. Em algumas visitas, vai só uma equipe com um carro, às vezes vamos de Kombi, e, quando necessário, de ônibus”, diz Bridi.

Os extensionistas iam semanalmente aos dois assentamentos, mas não havia muito a acrescentar em um espaço tão curto de tempo, diz a aluna e participante do projeto Ana Carolina de Figueiredo. “Agora nós vamos quando os moradores precisam de alguma orientação”, explica ela. Os estudantes e docentes também fazem trabalhos técnicos gratuitos nos assentamentos. “A professora (Ana Maria Bridi) não gosta do termo ‘assistência técnica’. Ela diz que é uma ‘troca de experiências’”, diz Figueiredo.

No projeto, professores e alunos da UEL, em conjunto com os assentados, trabalham na produção de ovos e frango, no Iraci Salete; e na produção de leite, no Eli Vive. “O Iraci Salete é um assentamento muito mais antigo e consolidado. As pessoas já estão realmente assentadas. Com casa, água, luz. No Eli Vive, não. É um assentamento muito recente. Tem quinhentas famílias assentadas, muitas ainda morando em barracas, sem acesso à água, à luz. São duas realidades completamente diferentes”, diz Bridi.

A coordenadora do projeto, Ana Maria Bridi, durante visita ao Iraci Salete / PROEX
Hoje, o projeto trabalha com 14 famílias no Iraci Salete e 23 no Eli Vive. Mas, diz Bridi, esse número varia de acordo com as atividades e o interesse dos moradores. O projeto começou com o grupo PET da Zootecnia. Participam, atualmente, a empresa júnior da Zootecnia, professores de Zootecnia, Agronomia, Veterinária, Biologia, o grupo PET da Geografia. “Queremos transformar os dois assentamentos em locais de atuação da UEL.”, diz Bridi, fazendo uma comparação com o Projeto Rondon, onde a universidade faz trabalhos de extensão em alguma comunidade durante um período. “Por que não pegar essas duas comunidades (Iraci Salete e Eli Vive) e trabalhar em várias frentes de ação? Mas a longo prazo, tentando mudar a realidade delas. Poderíamos atuar nas áreas da saúde, como medicina e odontologia; na área de engenharias, cuidando da sanidade dessas zonas rurais, ajudando em construções mais baratas e ecológicas; pessoal da geografia, trabalhando com reciclagem e lixo”, explica a professora. “Acreditamos que, se uma universidade não mudar a realidade de onde ela está inserida, não há motivo para ela existir”, completa Bridi.

IRACI SALETE
Iraci Salete Strozak fazia parte do setor de educação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Trabalhava para que a educação chegasse até as áreas de assentamentos rurais. Ela morreu em 1997, em um acidente de trânsito. O assentamento Iraci Salete foi nomeado em sua homenagem.

Segundo dados do EMATER (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural) de 2011, o assentamento Iraci Salete tem uma área de 1068 hectares e abriga 60 famílias. Está localizado em Alvorada do Sul, a 60 km de Londrina.

Em 2015, o projeto coordenado por Bridi venceu o Prêmio Santander Universidade Solidária por ajudar 64 famílias no Iraci Salete. O prêmio foi de R$ 100 mil em barras de ouro e bolsas de estudo. Esse dinheiro foi destinado à construção de um mini-abatedouro no assentamento para “completar a cadeia da carne”, diz Bridi. “Hoje os moradores produzem o frango, mas essa produção para na comercialização. Todo produto de origem animal precisa ter uma certificação de higiene. Para isso, o frango precisa ser abatido dentro de instalações próprias conforme uma legislação”.

Encontro entre extensionistas e moradores do Iraci Salete / PROEX
Um dos entraves para a construção do mini-abatedouro é a burocracia. Segundo Figueiredo, a rigidez das normas é um dos problemas. “O governo não facilita para pequenos produtores. Existem várias exigências, como se fosse uma Big Frango (marca do grupo JBS, um dos maiores da indústria de alimentos mundial) e não um assentamento rural”.

Com a construção do mini-abatedouro, a intenção inicial é garantir a inclusão do Iraci Salete no Programa Nacional de Alimentação Escolar. O Programa prevê que 30% da merenda escolar seja adquirida de pequenos produtores rurais. Esta comercialização pode garantir um incremento de 30% na renda das famílias atendidas pelo projeto. Mas o intuito é vender também em mercados e expandir o negócio, diz Figueiredo.

A cada quinze dias, moradores do Iraci Salete vêm a UEL para vender produtos feitos no assentamento na Feirinha da Cidadania.

CARNE FRACA
A Operação Carne Fraca, que investiga um esquema de corrupção envolvendo fiscais e frigoríficos, pode ter impactos na venda da carne vinda dos assentamentos. Bridi diz que a UEL já desenvolveu trabalhos de pesquisa comparando a carne produzida no Iraci Salete com a carne de grandes frigoríficos. O resultado foi que as bactérias presentes na carne do assentamento (“porque bactérias estão presentes em todos os lugares”) não são resistentes a antibióticos, enquanto que as da carne de grandes indústrias têm resistência. Então, a carne de frango produzida no assentamento traz menos risco à saúde da população, segundo Bridi.

Criação de frangos de corte na propriedade de um assentado do Iraci Salete / Divulgação
O principal problema é a resistência sofrida pelo agronegócio familiar. A ADAPAR é uma das principais responsáveis, para Bridi, pelas dificuldades encontradas tanto pelo projeto como pelos moradores do assentamento. “Alegam que o pequeno produtor não tem condições de ter a mesma higiene que uma grande indústria. Eu diria que tem. Se tem como fiscalizar uma grande, é muito mais simples fiscalizar uma pequena”, diz a professora.

ELI VIVE
Eli Dallemole era um dos líderes do MST no Paraná. Ele foi assassinado em março de 2008, no Assentamento Libertação Camponesa, em Ortigueira (região central do estado). Os assentamentos Eli Vive I e II foram nomeados em sua homenagem. Eles abrangem uma área de 7,3 mil hectares das antigas fazendas Guairacá e Pininga, no distrito de Lerroville, a 64 km de Londrina. A área, antes posse de apenas uma família, hoje abriga quinhentas e uma.

As terras foram adquiridas pelo Governo Federal por R$ 78 milhões. Os assentamentos completaram três anos de existência em setembro de 2016.


“Fomos atrás do líder da comunidade, reunimos um grupo de interessados em produzir leite e apresentamos uma proposta de trabalho. E o mais importante, escutamos as necessidades que eles tinham. A partir disso, fizemos um planejamento em conjunto do que iria ser feito”, diz Bridi ao ser perguntada sobre os primeiros contatos com os moradores do Eli Vive.

O Eli Vive é um assentamento mais novo, se comparado ao Iraci Salete, e ainda em “processo de construção”, como diz Bridi. Ainda há pessoas na comunidade que nunca trabalharam com produção animal e que estão aprendendo com o Projeto.

“No projeto, nós vemos que não é só ter o melhor emprego do mundo, ganhar bem. Uma assistência técnica para pessoas mais carentes, como a que fazemos, pode ajudar muito. Também aprendemos muito. Eles podem não ter condições de pagar, mas têm uma experiência enorme para compartilhar”, diz Figueiredo.


No Eli Vive, o projeto da UEL trabalha com produção de leite / Bruno Nomura

terça-feira, 4 de abril de 2017

Fundação Araucária lança editais para financiamento de pesquisa

Fonte: Agência UEL

A Fundação Araucária lançou duas novas chamadas públicas relacionadas ao Programa de Apoio à Organização de Eventos das Associações ou Sociedades Técnico-Científicas e Institutos de Pesquisa e ao Programa de Bolsas Fundação Araucária & Renault do Brasil. O primeiro edital é voltado para a organização de eventos relacionados com ciência e tecnologia, nas diversas áreas de conhecimento, destinados ao intercâmbio de experiências entre pesquisadores e a divulgação dos resultados de seus trabalhos, cuja realização ocorra no âmbito estadual no período de julho de 2017 a março de 2018.

Esta chamada prevê recursos de R$ 400 mil, sendo que o prazo para submissão eletrônica é até o dia 27 deste mês. Para o envio da documentação impressa é até o dia 03/05. O resultado final será divulgado a partir do dia 04/06.

Já o Programa de Bolsas Fundação Araucária & Renault do Brasil tem como objetivo incentivar a articulação entre instituições de ensino superior e institutos de pesquisa e a montadora, oportunizando parceria na formação de futuros profissionais. Esta chamada possui o recurso de R$ 1, 3 milhão, sendo que o prazo para submissão eletrônica é até o dia 24 e para o envio da documentação impressa é até o dia 27. O resultado final será divulgado a partir do dia 21/06.